Assédio moral no ambiente de trabalho: como o farmacêutico pode se proteger?

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Entenda o que caracteriza o assédio, como identificar e denunciar, e qual o papel do sindicato na defesa da categoria.

O ambiente de trabalho deve ser um espaço de respeito e profissionalismo. No entanto, muitos farmacêuticos enfrentam situações de assédio moral, que podem impactar sua saúde mental, emocional e até mesmo seu desempenho profissional.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o assédio moral é uma das principais causas de adoecimento no trabalho, podendo levar a transtornos como ansiedade, depressão e síndrome de burnout. No Brasil, a Lei nº 14.457/2022 instituiu o Programa Emprega + Mulheres e trouxe diretrizes para prevenir e combater o assédio moral e sexual no trabalho, obrigando empresas com mais de 20 funcionários a adotarem medidas de proteção.

Mas como o farmacêutico pode identificar o assédio moral no ambiente de farmácia e se proteger?

O que caracteriza o assédio moral no ambiente de farmácia?

O assédio moral é caracterizado por condutas abusivas, repetitivas e prolongadas que expõem o trabalhador a situações humilhantes, constrangedoras ou degradantes. No ambiente farmacêutico, isso pode ocorrer de diversas formas, como:

Cobranças excessivas e injustificadas – Metas irreais ou exigências incompatíveis com a função.

Desqualificação profissional – Críticas constantes e públicas ao desempenho do farmacêutico.

Isolamento e exclusão – Impedir a participação em reuniões ou afastar o profissional do grupo.

Ameaças e retaliações – Advertências infundadas ou ameaças de demissão.

Exposição ao ridículo – Comentários depreciativos na frente de clientes ou colegas.

Se essas práticas acontecem de forma recorrente e intencional, o farmacêutico pode estar sendo vítima de assédio moral. 

Como identificar e denunciar o assédio moral?

Fique atento aos sinais

Se você sente angústia constante, medo do ambiente de trabalho ou percebe uma degradação do seu bem-estar psicológico, é hora de buscar ajuda.

Registre tudo

Anote as datas, locais, nomes das pessoas envolvidas e descreva as situações vividas. E-mails, mensagens e testemunhas podem ser provas fundamentais.

Converse com o RH ou a chefia

Caso haja um setor de Recursos Humanos na empresa, leve sua denúncia e exija providências. Se a gestão for conivente, busque apoio externo.

Denuncie aos órgãos competentes

Casos de assédio moral podem ser denunciados ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Superintendência Regional do Trabalho. Além disso, ações trabalhistas podem ser ajuizadas para garantir reparação ao trabalhador.

O papel do sindicato na proteção dos farmacêuticos

O SINFARPA tem um papel fundamental na proteção dos farmacêuticos contra o assédio moral. O sindicato atua:

Prestando assessoria jurídica – Auxilia na orientação e no encaminhamento de denúncias.

Fiscalizando condições de trabalho – Atua junto a órgãos reguladores para garantir o cumprimento das leis.

Negociando com empregadores – Pressiona por melhores condições de trabalho e políticas de combate ao assédio.

Dando suporte psicológico e emocional – Indica profissionais e redes de apoio para farmacêuticos que sofrem com o assédio.

Se você está enfrentando essa situação ou conhece alguém que precisa de ajuda, entre em contato com o SINFARPA. Juntos, podemos construir um ambiente de trabalho mais justo e saudável para todos os profissionais da farmácia.

Fale com o SINFARPA e denuncie!

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